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Caiapó

O Caiapó (em Ilhabela, pronunciado “Caiapô”) é uma expressão folclórica de origem afro-indígena com mais de 150 anos de história. É uma dança em cortejo, em que homens vestidos como indígenas – com roupas e adereços feitos de pena, capim e sementes – simulam lutas guerreiras, embalados pelo som da viola, rabeca, reco-reco, pandeiro e tambor. No passado, alguns dançarinos vestiam máscaras elaboradas, que costumavam divertir e assustar as crianças. O Caiapó surgiu no período colonial em diferentes partes da região Sudeste do Brasil. Foi criada por populações negras, que se vestiam de indígenas para saírem atrás das procissões católicas.

Não se sabe exatamente como e quando a dança chegou no Litoral Norte de São Paulo. Segundo as pesquisas da Dedé, havia grupos de Caiapó no Saco da Capela (antigamente chamado de Saco Grande), na Praia Grande e na Armação, em Ilhabela. Durante muitos anos, o cortejo abriu os festejos de carnaval em Ilhabela. Por diferentes razões, a tradição foi perdendo a força, até realizar seu último desfile, no ano 2000.

Entre os anos 70 e 2000, Dedé dedicou-se não apenas a registrar e estudar o Caiapó, mas também a revitalizar essa tradição ameaçada. Nos anos 90, ao lado de Bastião Ramos, último chefe do Caiapó de Ilhabela, ela ajudou a liderar o grupo, contribuindo com a organização de apresentações dentro e fora da ilha.

Apesar de sua importância, o Caiapó de Ilhabela foi pouquíssimo documentado e acabou apagado da história do litoral. Nesse contexto, tornar público o precioso e inédito acervo de Dedé sobre o tema é reconhecer a importância das culturas originárias na formação identitária caiçara, mantendo viva uma tradição que, infelizmente, não é mais realizada.

Também existem notícias da existência de um grupo de Caiapó em São Sebastião. Infelizmente, este também quase não foi registrado e está em adormecimento há cerca de 15 anos. Sabe-se apenas que a manifestação era realizada por agregados da Fazenda Santana, engenho de cana-de-açúcar construído em 1743.

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