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Pasquins

Os pasquins foram uma das formas de comunicação mais influentes no Litoral Norte a partir do século XIX. Esses jornais manuscritos ou impressos, quase sempre anônimos e satíricos, circulavam de mão em mão, funcionando como uma “mídia” alternativa que contestava o poder estabelecido e expunha as tensões sociais da época.

Sua linguagem era tão mordaz e crítica que, em 1868, o Código de Posturas do Município de Villa Bela da Princeza condenou veementemente sua divulgação, prevendo pena de até dois anos de prisão para quem fosse encontrado com exemplares. Essa repressão oficial comprova o poder que os pasquins tinham de perturbar a ordem e desafiar as autoridades.

A pesquisa realizada por Dedé sobre o Pasquim da Ilha e do Litoral Norte é uma preciosidade histórica. Seu trabalho revela um universo político paralelo à narrativa oficial, trazendo à tona a visão sagaz de uma parcela da população comum sobre os acontecimentos de sua época. Por meio desses registros, é possível acessar as vozes silenciadas pela história tradicional e compreender os conflitos e as críticas que moldaram a identidade local.

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